Por que 17,1% dos brasileiros estão usando menos o Google?

Estudo mostra que 17,1% dos brasileiros afirmam usar menos o Google do que no ano passado. O dado revela uma mudança relevante no comportamento de busca e como a jornada digital está se transformando. Entenda o que está por trás dessa mudança.

Escrito por: Rafael Zaia

Publicado em 12/09/20264 min de leitura

Smartphone conectado a diferentes ambientes digitais, ilustrando a mudança no comportamento de busca dos brasileiros

O Google continua ocupando uma posição central na jornada de busca dos brasileiros, mas isso não significa que todos os consumidores estejam aumentando ou mantendo seu uso.

Segundo “O Mapa da Busca no Brasil 2026”, 11,9% dos entrevistados afirmaram usar o Google um pouco menos do que no ano anterior, enquanto outros 5,2% disseram utilizar a plataforma muito menos. Somados, esses grupos representam 17,1% da amostra.

A pesquisa também investigou os principais motivos declarados por quem reduziu o uso do buscador. Os resultados ajudam a compreender que a transformação da busca não acontece por um único fator.

O consumidor passou a contar com mais ambientes capazes de responder dúvidas, apresentar produtos, recomendar soluções e facilitar descobertas. Isso cria novas pressões sobre o Google, mas não significa necessariamente substituição completa.

Quantos brasileiros estão usando menos o Google?

A pesquisa perguntou aos participantes como o uso do Google para buscar informações sobre produtos ou serviços havia mudado em relação a um ano antes.

As respostas mostraram que:

  • 11,9% usam um pouco menos;
  • 5,2% usam muito menos.

Somados, 17,1% dos entrevistados declararam redução no uso do Google.

Infográfico mostra que 48,9% dos brasileiros usam mais o Google, 34% mantêm a frequência e 17,1% usam menos, sendo 11,9% um pouco menos e 5,2% muito menos

Esse dado precisa ser interpretado dentro do contexto geral do levantamento. Na mesma pesquisa, 48,9% disseram utilizar o Google mais do que antes e 34% afirmaram manter a mesma frequência. Portanto, o grupo que reduziu o uso representa uma parcela minoritária da amostra.

Isso significa que o resultado não sustenta a ideia de abandono generalizado do Google. O que ele mostra é que uma parte dos consumidores está redistribuindo sua atenção para outros ambientes.

Por que algumas pessoas estão usando menos o Google?

Entre os entrevistados que declararam redução no uso do Google, os principais motivos citados foram:

  • 34% devido à IA: promessa de respostas melhores;
  • 30% por causa dos anúncios: excesso percebido;
  • 29% pelo uso das redes sociais: rapidez.
Infográfico mostra que, entre quem declarou usar menos o Google, 34% citam IA, 30% excesso percebido de anúncios e 29% rapidez das redes sociais

Os três percentuais são muito próximos, o que indica que não existe um único fator dominante.

A redução do uso está associada a diferentes dimensões da experiência de busca: qualidade percebida da resposta, presença de anúncios e velocidade para encontrar informações em outros ambientes.

Cada um desses fatores representa um tipo diferente de pressão sobre o modelo tradicional de pesquisa.

A Inteligência Artificial é o principal motivo?

Entre os participantes que reduziram o uso do Google, a promessa de respostas melhores por ferramentas de Inteligência Artificial foi citada por 34%, o maior percentual entre os fatores destacados no levantamento.

Isso mostra que a IA já conquistou espaço em determinadas situações de busca. 

Ferramentas generativas conseguem organizar informações, sintetizar conteúdos e responder perguntas diretamente, reduzindo em alguns contextos a necessidade de o usuário visitar várias páginas para construir uma resposta.

Mas é importante evitar uma interpretação exagerada: os 34% não representam todos os brasileiros pesquisados, e sim apenas o grupo que declarou usar menos o Google. A pesquisa não mostra que 34% de todos os brasileiros substituíram o Google por IA. Ela mostra que, entre quem reduziu o uso, essa é a promessa mais citada como motivo.

A IA está substituindo o Google?

Os dados não permitem afirmar isso. O próprio levantamento mostra que 48,9% dos consumidores dizem utilizar mais o Google do que no ano anterior, enquanto 34% mantiveram a frequência e 17,1% reduziram o uso.

Além disso, diferentes resultados do estudo indicam que Google e Inteligência Artificial podem coexistir dentro da mesma jornada.

Arte mostra consumidor no centro conectado a busca, Inteligência Artificial, site oficial, avaliações, redes sociais e marketplace, ilustrando uma jornada distribuída entre diferentes canais

O consumidor pode usar uma ferramenta de IA para organizar informações, recorrer ao Google para aprofundar uma pesquisa, visitar sites oficiais e consultar avaliações antes de tomar uma decisão.

A lógica emergente é menos “Google ou IA” e mais “Google + IA + outros ambientes”.

Perguntas frequentes

Quantos brasileiros estão usando menos o Google?

17,1% dos entrevistados afirmaram utilizar menos o Google em comparação ao ano anterior. Desse total, 11,9% disseram usar um pouco menos e 5,2% muito menos.

Por que algumas pessoas estão usando menos o Google?

Entre os consumidores que declararam redução no uso, os principais motivos apontados foram a promessa de respostas melhores pela Inteligência Artificial, o excesso percebido de anúncios e a rapidez das redes sociais.

A Inteligência Artificial está substituindo o Google?

Os dados não permitem essa conclusão. A IA aparece como um dos motivos entre quem reduziu o uso, enquanto uma parcela muito maior da amostra afirma utilizar o Google mais ou na mesma frequência.

O excesso de anúncios influencia o uso do Google?

Entre os consumidores que disseram usar menos o Google, 30% apontaram o excesso percebido de anúncios como um dos motivos para essa redução.

As redes sociais estão substituindo o Google?

Não necessariamente. As redes sociais podem assumir funções de descoberta e pesquisa rápida, enquanto o Google continua sendo utilizado em outros momentos da jornada.

Ainda vale a pena investir em SEO?

Sim. O Google continua relevante na pesquisa de produtos e serviços, mas a estratégia deve considerar também outros ambientes digitais, integrando SEO, GEO, AEO, conteúdo, autoridade e dados.

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