Como os brasileiros pesquisam produtos e serviços em 2026 tem mudado rapidamente e já não passa por um único canal. Google, Inteligência Artificial, redes sociais, marketplaces, avaliações, plataformas de vídeos e sites próprios passaram a coexistir em uma jornada digital cada vez mais distribuída.
É essa mudança de cenário que o “Mapa da Busca no Brasil 2026” ajuda a compreender. O estudo ouviu 1.000 consumidores brasileiros com 18 anos ou mais, de todas as regiões do país, e analisou diferentes comportamentos relacionados à descoberta, pesquisa, validação e compra de produtos e serviços.
Os resultados mostram que o Google continua exercendo um papel relevante, mas já não opera de forma isolada. Marketplaces ganham espaço na descoberta, ferramentas de Inteligência Artificial passam a participar da pesquisa, redes sociais influenciam determinados momentos da jornada e avaliações assumem papel importante na validação da decisão.
Ao mesmo tempo, quase nove em cada dez consumidores indicam o smartphone como principal dispositivo para realizar esse tipo de pesquisa. O resultado é uma jornada menos linear, com mais pontos de contato e diferentes ambientes participando da construção da decisão.
O que é o Mapa da Busca no Brasil 2026?
O “Mapa da Busca no Brasil 2026 — Google, IA e redes sociais na jornada de compra” é um estudo desenvolvido pela Optimiza Marketing em parceria com a AB Pesquisas, Insights e Tendências, com dados coletados no Painel de Consumidores da Offerwise.
A pesquisa ouviu 1.000 brasileiros com 18 anos ou mais, em dezembro de 2025, abrangendo consumidores de todas as regiões do país, e apresenta margem de erro de três pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.
Mais do que identificar qual plataforma é mais utilizada, os resultados ajudam a compreender como diferentes canais passam a participar da jornada de pesquisa e compra.
Como está mudando a jornada de busca no Brasil?
Durante muito tempo, a busca digital foi analisada principalmente a partir dos mecanismos tradicionais.
O consumidor tinha uma necessidade, digitava uma consulta, encontrava páginas e avançava para outras etapas da decisão. Esse comportamento continua existindo, mas agora divide espaço com outros caminhos.
Hoje, uma mesma pessoa pode descobrir um produto em uma rede social, pesquisar a marca no Google, consultar avaliações, comparar preços em um marketplace, fazer perguntas para uma ferramenta de Inteligência Artificial e acessar o site oficial antes de decidir. Isso transforma a jornada em uma rede de pontos de contato.
O consumidor não necessariamente percorre uma sequência fixa entre descoberta, consideração e conversão. Ele pode avançar, retornar, validar informações em outro ambiente e mudar de plataforma conforme o tipo de dúvida que precisa resolver, inclusive concluindo a compra em outro canal.
Por isso, compreender a busca em 2026 exige olhar para o comportamento como um ecossistema.
O Google ainda continua relevante na busca?
Sim. Um dos resultados mais importantes do estudo mostra que o surgimento de novas plataformas não produziu um abandono generalizado do Google.
Quando os participantes foram questionados sobre como o uso da plataforma havia mudado em relação a um ano antes:
- 48,9% afirmaram utilizar mais o Google;
- 34% disseram manter a mesma frequência;
- 17,1% afirmaram utilizar menos.
É importante interpretar corretamente esse resultado. O levantamento registrou a percepção dos próprios consumidores sobre a mudança de comportamento. Ele não representa uma medição direta do volume absoluto de buscas realizadas no Google.
Ainda assim, os dados não sustentam a ideia de que o buscador esteja sendo simplesmente abandonado. Ao contrário, uma parcela expressiva dos participantes afirma utilizá-lo ainda mais.
Esse comportamento é analisado em profundidade no artigo “Quase metade dos brasileiros está usando mais o Google que 1 ano atrás”.
Por que alguns brasileiros estão usando menos o Google?
Embora a maioria tenha aumentado ou mantido a frequência de uso, 17,1% dos entrevistados declararam utilizar menos o Google. Esse grupo é formado por:
- 11,9% que afirmam usar um pouco menos;
- 5,2% que afirmam usar muito menos.
A pesquisa também investigou os motivos entre os participantes que declararam essa redução. Dentro desse grupo:
- 34% citaram a promessa de respostas melhores pela Inteligência Artificial;
- 30% apontaram o excesso percebido de anúncios;
- 29% mencionaram a rapidez das redes sociais.
Esses percentuais se referem exclusivamente aos consumidores que declararam usar menos o Google, e não à amostra completa.
A proximidade entre os três fatores também mostra que a transformação não acontece por um único motivo. O comportamento está sendo influenciado simultaneamente por novas tecnologias, mudanças na experiência de pesquisa e formatos alternativos de descoberta.
Esse recorte é aprofundado em “Por que 17,1% dos brasileiros estão usando menos o Google?”.
A Inteligência Artificial está substituindo os mecanismos de busca?
Os dados do estudo não permitem concluir que a Inteligência Artificial esteja simplesmente substituindo o Google.
Ferramentas generativas adicionaram uma nova forma de pesquisar. Em vez de receber apenas uma lista de páginas, o usuário pode formular uma pergunta, solicitar uma comparação, pedir uma explicação ou continuar uma conversa a partir da resposta recebida. Isso muda determinados comportamentos de busca.
Utilizar IA em uma etapa não significa necessariamente abandonar outros ambientes. Uma pessoa pode utilizar Inteligência Artificial para organizar uma dúvida e, depois, recorrer ao Google para aprofundar a pesquisa, acessar fontes específicas, encontrar uma empresa ou validar informações.
O comportamento emergente não precisa ser entendido como Google versus IA. Em muitos casos, ele pode ser melhor descrito como Google + IA + outros canais.
71% dos brasileiros validam respostas de IA no Google?
Outro comportamento observado no estudo reforça essa complementaridade entre plataformas.
Mesmo quando a Inteligência Artificial participa da jornada, o Google continua sendo utilizado como ambiente de validação e aprofundamento.
Esse comportamento mostra que receber uma resposta generativa não necessariamente encerra o processo de pesquisa. Dependendo do tipo de decisão, o consumidor pode procurar outras fontes antes de confiar na informação ou avançar.
A análise completa desse comportamento está no artigo “71% dos brasileiros validam respostas de IA no Google”.
Os marketplaces estão ganhando espaço na descoberta de produtos?
Sim. Os marketplaces já ocupam uma posição relevante não apenas na finalização da compra, mas também na descoberta de produtos.
No estudo, eles representam 27,3% das descobertas relacionadas à compra online mais recente.
Na etapa de finalização, os marketplaces alcançam 46%. Esses números representam a participação geral dos marketplaces em cada etapa e não comprovam, isoladamente, que o mesmo consumidor tenha descoberto um produto em determinado canal e finalizado a compra em outro.
A importância estratégica está no fato de que ambientes tradicionalmente associados à conversão passaram também a disputar etapas anteriores da jornada.
O assunto é desenvolvido em “Marketplaces já superam o Google na descoberta de produtos online”.
Avaliações influenciam a decisão de compra?
Sim, e o estudo mostra uma diferença relevante entre avaliações e influenciadores quando o consumidor analisa os fatores que ajudam na decisão.
As avaliações aparecem com 44%, enquanto vídeos curtos representam 22% e influenciadores, 2%.
Isso não significa que influenciadores não tenham importância. O papel pode acontecer em outro momento da jornada.
Influenciadores e redes sociais podem contribuir para descoberta e interesse, enquanto avaliações assumem uma função importante na comparação, validação e redução de incertezas.
Essa distinção é fundamental porque diferentes canais podem ter impactos diferentes dependendo da etapa da decisão.
A análise completa está em “Avaliações influenciam mais que influenciadores na jornada de compra”.
O celular é o principal dispositivo de pesquisa no Brasil?
Sim. O estudo perguntou qual dispositivo os consumidores utilizam com maior frequência para pesquisar produtos e serviços online.
As respostas foram:
- Smartphone Android: 77,7%;
- iPhone: 12,1%;
- Notebook: 6,5%;
- Desktop: 3%;
- Tablet: 0,4%;
- Assistente de voz: 0,2%.
Somados, Android e iPhone representam 89,8% da amostra. Isso não significa que 89,8% de todas as buscas realizadas aconteçam no celular.
O dado indica que 89,8% dos entrevistados apontaram o smartphone como o dispositivo que utilizam com maior frequência para pesquisar produtos e serviços.
O resultado reforça a necessidade de tratar mobile como ambiente prioritário para conteúdo, navegação, desempenho e conversão. O tema é detalhado em “9 em 10 brasileiros pesquisam produtos pelo celular”.
O comportamento muda entre os consumidores mais jovens?
Sim. Entre consumidores de 18 a 29 anos, o iPhone alcança 21% como principal dispositivo de pesquisa, acima dos 12,1% observados na média geral. Isso não significa que o iPhone seja o dispositivo majoritário entre os mais jovens.
O dado mostra que sua participação cresce de forma relevante dentro desse recorte etário. Esse comportamento reforça a necessidade de considerar diferenças de dispositivo, sistema operacional, interface, navegador e comportamento entre públicos.
O recorte é aprofundado no artigo “iPhone ganha espaço entre jovens na busca online”.
O brasileiro confia mais no resultado orgânico do Google?
A confiança também exerce papel importante na jornada.
O consumidor não avalia apenas onde uma informação aparece. Ele também interpreta a natureza daquela presença, diferencia resultados patrocinados de orgânicos e utiliza sinais de autoridade e reputação durante a decisão.
Isso reforça a importância de uma presença orgânica consistente, especialmente quando o consumidor busca validar uma empresa, produto ou serviço.
O tema é analisado em profundidade em “Por que o brasileiro confia mais no orgânico do Google?”.
Mais plataformas e canais significam menos Google?
Não necessariamente. O surgimento de novos pontos de contato pode aumentar a quantidade de ambientes utilizados pelo consumidor sem eliminar os anteriores.
Uma pessoa pode descobrir algo em uma rede social, realizar uma pesquisa no Google, recorrer à Inteligência Artificial, consultar um marketplace, analisar avaliações e visitar o site da marca. Ou seja, cada ambiente, canal ou plataforma pode exercer uma função diferente.
O Google pode continuar relevante para aprofundamento, comparação e validação mesmo quando a descoberta começou em outro canal. Por isso, analisar cada plataforma isoladamente pode gerar uma interpretação incompleta.
Esse cenário é aprofundado em “Mais plataformas e canais significam menos Google?”.
A jornada de busca deixou de ser linear?
Sim, os diferentes resultados do estudo apontam para uma jornada cada vez mais distribuída. O consumidor pode circular entre canais conforme muda sua necessidade.
Na descoberta, pode buscar inspiração.
Na comparação, pode precisar de informações mais objetivas.
Na validação, pode procurar avaliações, fontes externas ou o site oficial.
Na decisão, preço, disponibilidade, confiança e conveniência podem ganhar peso.
Isso reduz a utilidade de analisar a jornada como uma sequência fixa. A busca passa a funcionar como uma rede de interações.
SEO ainda vale a pena com o crescimento da Inteligência Artificial?
Sim, mas a própria forma de pensar SEO precisa evoluir. SEO não deve ser entendido apenas como um conjunto de otimizações para conquistar posições em mecanismos de busca.
Uma estratégia moderna também precisa compreender como as pessoas pesquisam, descobrem, comparam, validam e decidem em diferentes canais e plataformas.
Isso envolve intenção de busca, arquitetura da informação, conteúdo, autoridade, experiência, dados e os diferentes ambientes em que uma necessidade pode se transformar em pesquisa.
O crescimento da IA não elimina essa necessidade. Ele amplia o contexto no qual a estratégia de busca precisa atuar. A análise completa está em “SEO ainda vale a pena com o crescimento da Inteligência Artificial?”.
Como SEO, GEO e AEO entram nessa nova jornada?
Uma jornada mais distribuída exige uma visão igualmente mais ampla de presença digital.
SEO fortalece a presença na busca. GEO amplia o potencial de presença em respostas generativas. AEO prepara a marca para ser compreendida em diferentes ambientes de Inteligência Artificial.
Essas frentes não precisam ser tratadas como substitutas. Elas atuam sobre diferentes formas pelas quais consumidores e sistemas podem encontrar, interpretar e utilizar informações.
SEO continua trabalhando fundamentos como rastreamento, indexação, arquitetura, conteúdo e relevância.
GEO amplia a estratégia para considerar presença e contexto em respostas generativas.
AEO trabalha a capacidade de organizar informações e respostas para diferentes ambientes de Inteligência Artificial.
GEO e AEO não são uma ação isolada. Exigem integração entre tecnologia, conteúdo, autoridade e dados.
O que muda para as marcas?
A principal mudança é deixar de pensar presença digital como uma disputa por um único canal.
Se o consumidor circula por diferentes ambientes, a marca precisa reduzir pontos cegos ao longo dessa jornada.
Na prática, isso significa:
- manter uma base sólida de SEO técnico e SEO on-page;
- entender as intenções de busca do público;
- produzir conteúdos capazes de responder perguntas reais;
- preparar informações para ambientes de Inteligência Artificial;
- trabalhar GEO e AEO de forma integrada ao SEO;
- fortalecer autoridade e presença em fontes externas;
- trabalhar avaliações e reputação;
- manter informações consistentes entre canais e plataformas;
- garantir boa experiência mobile;
- mensurar a participação dos diferentes pontos de contato na jornada.
O objetivo não deve ser estar em todas as plataformas de qualquer forma. É identificar quais canais realmente participam da jornada do público e construir presença consistente onde existe relevância estratégica.
Quais métricas passam a importar em uma jornada mais distribuída?
Rankings continuam relevantes, mas não contam toda a história. Uma estratégia mais ampla precisa observar também como a marca participa de diferentes momentos da jornada.
Entre os indicadores que podem ganhar importância estão:
- visibilidade orgânica;
- impressões e cliques;
- tráfego qualificado;
- conversões;
- buscas pela marca;
- menções e referências externas;
- avaliações e reputação;
- presença em respostas generativas;
- participação de diferentes canais na conversão;
- comportamento do usuário ao longo da jornada.
A mensuração também precisa evitar a ideia de que apenas o último clique teve influência.
Em uma jornada distribuída, diferentes pontos de contato podem contribuir para descoberta, consideração, validação e decisão.
O que o Mapa da Busca no Brasil 2026 revela sobre o futuro da busca?
O principal aprendizado do estudo não é que uma plataforma esteja simplesmente substituindo outra. O que aparece é uma ampliação das possibilidades de pesquisa.
- Google continua relevante;
- Inteligência Artificial adiciona novas formas de obter respostas;
- redes sociais participam da descoberta;
- marketplaces aproximam pesquisa e compra;
- avaliações ajudam na validação;
- o celular concentra a maior parte das preferências de dispositivo.
Todos esses movimentos podem acontecer dentro da mesma jornada. Para as empresas, isso muda a pergunta estratégica. Em vez de tentar descobrir qual plataforma irá “vencer”, torna-se mais importante entender onde o consumidor pesquisa, qual função cada ambiente exerce e como a marca pode permanecer presente ao longo desse percurso.
A busca não desapareceu. Ela se expandiu. E, em uma jornada cada vez mais distribuída, construir uma presença digital consistente exige integração entre SEO, GEO, AEO, conteúdo, autoridade, tecnologia, reputação, mídia e dados.
Perguntas frequentes
O que é o Mapa da Busca no Brasil 2026?
É um estudo sobre o comportamento dos consumidores brasileiros ao pesquisar, descobrir, validar e comprar produtos e serviços em diferentes canais e plataformas digitais.
Quantas pessoas participaram do estudo?
A pesquisa ouviu 1.000 consumidores brasileiros com 18 anos ou mais, de todas as regiões do país, em dezembro de 2025.
O Google está perdendo relevância no Brasil?
Os dados não permitem essa conclusão. No levantamento, 48,9% dos participantes disseram utilizar mais o Google do que no ano anterior, 34% mantiveram a frequência e 17,1% afirmaram utilizar menos.
A Inteligência Artificial está substituindo o Google?
Não necessariamente. IA e mecanismos de busca podem participar de momentos diferentes da mesma jornada e exercer funções complementares.
Qual é o principal dispositivo utilizado para pesquisar produtos e serviços?
O smartphone. Android e iPhone somam 89,8% dos entrevistados quando questionados sobre o dispositivo utilizado com maior frequência para pesquisar produtos e serviços online.
Qual é o papel dos marketplaces na jornada?
Marketplaces participam tanto da descoberta quanto da finalização da compra. No estudo, representam 27,3% das descobertas e 46% das finalizações da compra online mais recente, considerando a participação geral de cada etapa.
SEO ainda vale a pena em 2026?
Sim. Mecanismos de busca continuam relevantes, mas SEO precisa fazer parte de uma estratégia mais ampla que considere também novos ambientes de pesquisa, Inteligência Artificial, autoridade, conteúdo e comportamento multicanal.
Qual é a diferença entre SEO, GEO e AEO?
SEO fortalece a presença na busca, GEO amplia o potencial de presença em respostas generativas e AEO prepara a marca para ser compreendida em diferentes ambientes de Inteligência Artificial.
SEO, GEO e AEO devem ser trabalhados separadamente?
Não necessariamente. As três frentes podem atuar de forma complementar dentro de uma estratégia integrada de presença digital, conteúdo, tecnologia, autoridade e dados.
A jornada de busca ainda é linear?
Cada vez menos. O consumidor pode circular entre mecanismos de busca, IA, redes sociais, marketplaces, avaliações, vídeos e sites próprios antes de tomar uma decisão.

